Quando eu precisei sair do Caminhos do Sol, Deus me colocou no caminho das pesquisas. Viajei para congressos, palestras e conferências. O estudo contínuo da minha formação de forma ampla me trouxe muitas publicações, experiências e momentos de sabedoria. Além de momentos de alegria nos passeios com os amigos. Mas, numa virada de semestre, perdi minha bolsa de pesquisa e iria ficar sem dinheiro. No momento que soube disso, me desesperei! Tinha contas e cursos pra pagar, estava contando com a bolsa e nao tinha procurado outro trabalho! Fui ficando preocupada, não sabia nem para onde ir... Até que uma amiga apareceu, começou a me confortar e falar de Deus. Comecei a ver o quão pequena ainda é a minha fé! Perdão Senhor! Comecei a perceber que tinha tornado um problema maior que o meu Deus! Aconselhada pela minha amiga, fui orar. Momentos depois, a coordenadora do meu curso passou por mim e perguntou o motivo do meu semblante está avermelhado, como se eu tivesse chorado. Eu realmente estava chorando. Tentei desfarçar, mas educadamente ela se preocupou e insistiu em saber. Contei os detalhes do que estava acontecendo. Ela olhou pra mim, falou que eu não me preocupasse, que aluno dedicado não ficava sem atenção. E disse que iria entrar em contato com uma amiga sobre um projeto social que estava precisando de estagiáriode EF. Logo a tarde, ela me liga. Tudo confirmado! Mesmo sem entender e perceber, tudo aconteceu porque eu já tinha um novo caminho a percorrer. Meu Deus me mandou para os caminhos do Norte!
A caminho de conhecer o projeto, eu conversava com o meu Deus e perguntava se esse era mesmo o caminho que Ele planejava pra mim, O relembrava do quanto eu queria que meus estudos contribuissem para as obras Dele, que eu nasci para servi-Lo e que gostaria de estar onde precisassem realmente de mim. Pedi que Ele me enviasse um sinal para eu dar o meu sim. Foi aí que do nada, o carro da diretora do projeto onde eu estava parou, ela e o enfermeiro do projeto desceram e correram para um local onde havia acontecido um acidente. Eles tinham materiais de primeiros socorros no carro. Foram ajudar o acidentado e depois, quando a ambulância chegou e o acidentado já tinha sido devidamente atendido pelos dois, seguimos nosso caminho. Não ganharam prêmios e nem aplausos. Mas saíram de lá com a sensação de dever cumprido. Eu entendi na mesma hora! Era com pessoas com o coração assim mesmo que eu queria trabalhar junto! Pessoas que trabalham em busca de qualidade de vida para todos e que mesmo diante da correria da vida, estão sempre preparados para ajudar o próximo.
"Qual o sentido de viver?
O que fazer p'ra ser feliz?
Qual a noção do saber?
O que o meu coração não diz
É só amar, amar
Cada um, por cada um
É este o sentido"
[ Kim, Cezar e Júlio C]

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