Faz de conta que você conta tudo pra mim
e não me esconda nada e deixe eu saber de ti.
Faz de conta que a lágrima é rima de poesia
e me conta das dores, que eu te trago a alegria.
Faz de conta que me entendes e não me tentes.
Vou te ouvir e te mostrar o que tanto me escondes.
Hoje não penso no que eu quero ou sinto,
São apenas teus sorrisos que almejo e estimo.
Hoje o dia só começa quando você quiser,
só vamos dormir quando você abrir seus sonhos.
Talvez eu não mereça, mas se estou aqui
Não desejo nada mais além de fazer-te sorrir,
mesmo que me doa... Faço de conta.
Não se intitule por palavras, use-as como mapa. Navegue. E faça o que você é, ser cada vez mais.
sexta-feira, 23 de março de 2012
terça-feira, 20 de março de 2012
Mulheres com a bola toda...nos pés ;]
Na história, o futebol sempre foi domínio dos homens, mas como tudo vai mudando, a história vem apresentando que há uma nova cultura esportiva que é a participação das mulheres no futebol, ou seja, atualmente podemos dizer que temos uma cultura feminina no futebol. Mesmo com suas diferenças fisiológicas em relação ao homem, hoje se sabe que a mulher tem MAIS resistência a lesões do que os homens por causa da sua estrutura, tais como “tendinite e distensões musculares”, isto ocorre em virtude a inserção dos músculos no esqueleto e nos ligamentos facilitando uma flexibilidade e elasticidade muito melhor que o sexo oposto (SIMÕES, 2003). Como em outros esportes, mulheres atletas têm de lutar constantemente com a idéia de que sua feminilidade e graciosidade estarão irreparavelmente comprometidas em função da opção pela prática esportiva (DEVIDE, 2005).
Futebol e futsal feminino: artes que estão desenvolvendo cultura apesar das discriminações que ocorrem por falta de preparo dos especialistas. A prática do futebol/futsal feminino é um tema que trata-se de uma conquista recente, em que confere-se a invisibilidade e valores negativos, como o preconceito e estereotipia. Quando Miller trouxe a pratica do futebol de campo para o Brasil em 1894, as mulheres não tinham oportunidades na pratica, pois elas eram apenas símbolos da beleza. Acredita que as principais desculpas para que a mulher não jogasse era de que a prática desses esportes por parte das mulheres afetava sua sexualidade e principalmente que elas não sabiam jogar de forma artística? Um defensor desses pensamentos nunca viu Marta jogando... Mas essa realidade começou a mudar quando a paixão por esses esportes se espalhou pelo mundo inteiro e quando alguns países como Dinamarca, Suécia e Noruega começam a apresentar equipes femininas de futebol. A 1ª competição internacional foi organizada em 1991 nos “USA”, onde a equipe americana se consagrou como a primeira campeã do mundo no futebol feminino. Mais tarde no ano de 1913 um jogo no Estado de São Paulo com intuito beneficente, apoiado pelos médicos da época, sendo o maior fato de curiosidade, que chegou a ser publicado com o título “As mulheres podem jogar futebol” (TEIXEIRA JR. J, 2006 p. 13-14-15). O primeiro patrocinador brasileiro do futebol feminino surgiu no ano de 1940, quando um Atacadista incentivou o campeonato feminino tendo como premiação um par de sapatos. Nesta década de 40 o futebol feminino foi proibido com argumentos higienistas, já no Brasil foi proibido com argumentos machistas e infundados.
Acredita que um politico chamado José fuzeira escreveu uma carta pra Getúlio Vargas detonando a iniciação do futebol feminino? Um homem desse, ou não estava sabendo como se situar dentro da política e estava procurando outros fins pra fugir da realidade de merda que ele vivia, ou no mínimo, foi arriscar jogar bola com a irmã caçula e levou uma lambreta da mesma...
Carta a Getulio Vargas:
[venho] Solicitar a clarividente atenção de V. Ex. para que seja conjurada uma calamidade que está prestes a desabar em cima da juventude feminina. Refiro-me, Sr. Presidente, ao movimento entusiasta que esta empolgando centenas de moças, atraindo-as para se transformarem em jogadores de futebol, sem se levar em conta que a mulher não poderá praticar esse esporte violento, sem afetar, seriamente, o equilíbrio fisiológico de suas funções orgânicas, devido à natureza que dispôs a ser mãe... Ao que dizem os jornais, no Rio, já estão formados, nada menos de dez quadros femininos. Em São Paulo e Belo Horizonte também já está constituindo-se outros. E, neste crescimento, dentro de um ano, é provável que em todo o Brasil, estejam organizados uns 200 clubes femininos de futebol, ou seja, 200 núcleos destroçadores de saúde de 2.200 futuras mães que, além do mais, ficarão presas a uma mentalidade depressiva e propensa aos exibicionismos rudes e extravagantes. (Jose Fuzeira, em carta datada de 25/04/1940 e repercutida pela imprensa). (TEIXEIRA JR., 2006 p. 16).
Assim, na era Vargas surge à lei “DL nº 3.199 e artigo 54” que proíbe a mulher de realizar atividades esportivas como futebol e futsal, só sendo revogada no ano de 1979, ou seja, 38 anos após sua proibição:
Às mulheres se permitiram a pratica de desporto na forma, modalidade e condições estabelecidas pelas entidades internacionais dirigentes de cada desporto, inclusive competições, observando o disposto na presente deliberação. (Deliberação CND N.º7/6. N.º1). (TEIXEIRA JR.JOBER, 2006, p. 17). É revoltante saber o quanto a sociedade brasileira sofreu nesse período, e a ditadura ainda veio se meter com práticas esportivas. Mas, graças a esse sexo frágil que vencido por essa paixão não se abateu sobre tais leis, demorou, mas em 1982 se iniciou uma nova era no futebol feminino surgindo equipes de futebol e iniciando uma cultura diferente no Brasil, uma pratica diferenciada que se juntou ao estilo do povo brasileiro, onde podemos dizer que com a bola se realiza uma arte corporal imitável, sendo uma dança nos pés femininos, uma arte de espetáculo. Assim, o futebol além de ter arte passou a ter charme, hé!
Embora se possa dizer que o futebol/futsal quebrou dogmas e deste modo os preconceitos existentes nas eras anteriores, deram lugar a liberdade feminina. Enfatizando que a atividade física é natural também do corpo feminino, mobilizando energias e influencias do seu potencial emocional, e de todas essas atividades, mobilizaram na mulher força, destreza, velocidade, habilidade, esforço e dedicação ao esporte, bem como melhor qualidade de vida. Tudo isso passou então a provocar maior conhecimento do universo feminino em características emocionais, psicológicas e físicas (TEIXEIRA JR., 2006).
A realidade esta mudando, pois a mulher também gosta de futebol desde sua infância aprendendo a dar dribles e fintas, começando nas ruas, escolas e em casa com incentivo de suas famílias. Mas infelizmente, o futebol feminino está em um processo lento por não ter campeonatos nem investimentos, afetando assim sua estrutura organizacional. O preconceito e a falta de apoio continuam desestimulando grandes sonhos e apagando imagem de grandes jogadores que precisam tomar novos rumos para sobreviverem na sociedade atual. Para se manter essa beleza do futebol/futsal feminino é importante ressaltar que os profissionais de Educação Física precisam estimular as meninas a jogarem em escolas, clubes e ruas, procurando manter uma base sólida de influencias motoras em sua infância desde os movimentos básicos (andar, correr, saltar), não colocando o esporte apenas como competição, mas sim levando o esporte para a educação e trabalhando sem cobranças e pressões. Segundo Barbanti (2005, p. 35) “As crianças de hoje perderam a riqueza de movimentos das últimas gerações. Não sobem mais em árvores, não nadam nos rios, não brincam de pega-pega. Todas essas atividades são indispensáveis para que no futuro elas consigam se tornar esportistas saudáveis”, e assim formar atletas olímpicas, pois toda a base começa na infância.

Quanto ao futsal, este ganhou força em 1940, quando a dificuldade em encontrar campos de futebol livres para poderem jogar surgiu e assim começaram a jogar nas quadras de basquete e hóquei. Mas as meninas sofreram seus preconceitos assim como no futsal e em sua grande maioria até os dias de hoje, muitas começam sua prática na rua, em locais onde não ocorre à iniciação esportiva, o qual, ainda que informal e desprovido de um tratamento pedagógico, é favorável ao aprendizado do futsal.
O que me deixa mais feliz e emprisionada, é que apesar de todos os pesares, o futebol feminino consegue de forma linda alcançar objetivos que muitos precocemente julgam impossíveis. Como nossas conquistas da organização de campeonatos estaduais e dos Brasileiros desde 2002 de Seleções Feminino. E na copa Sul-americana onde a equipe brasileira feminina é bicampeã, nas edições realizadas aqui no Brasil, em 2005, e no Equador, em 2007.
De acordo com Fabiano Devide (2005), o esporte deve ser visto como um contexto importante para a humanização do ser humano. O mundo esportivo é uma arena importante para a socialização de crianças e adolescentes em relação aos valores da prática física, valores estes que precisam ser modificados e soltos das amarras estereotipadas dos papeis sexuais, que atribuem características masculinas ou femininas a determinados esportes e atividades físicas, delimitando, de antemão, os espaços destinados aos meninos e meninas que ingressam aos milhares, todos os dias, nos clubes, centros de treinamento, academias e demais espaços para a prática de atividades físicas e esportivas (p. 64) .
Moura:
Atualmente, para as mulheres brasileiras, sua participação ultrapassa o entendimento de que as mesmas tenham apenas um papel de relevância secundária, sendo coadjuvantes, como a mãe que lava os uniformes dos meninos, a irmã que limpa as chuteiras, a namorada que prepara os canapés e serve as bebidas, etc. Elas agora se afirmam tendo um papel sócio-esportivo no mesmo nível dos homens brasileiros. Não igual, pois o direito à diferença articula um caminho para uma convivência mais saudável entre os sexos e para a construção de um gênero humano que se componha como uma unidade na diversidade. (2007, p. 3).
Será que eu sinto tudo isso mesmo?
Acordei, droga.
Sorriso escolhido, perfume pelo corpo, tempos se encontrando...
Até que você
chega... Pronto, me desestabilizou.
E quanto mais te conheço, mas descubro que não me conheço.
Eu deveria me afastar, deveria conseguir me encantar por outro,
eu gostaria...
Até que você não
chega... Meu dia acabou.
Porque por mais que eu finja, fuja e feche os olhos...
É somente em ti que meu coração consegue pensar.
E quanto mais você percebe, mas me sinto tonta e comum.
Talvez eu devesse perder o que temos para eu não me perder.
Será que eu sinto tudo isso mesmo? Ou é a minha velha apreciação do impossível?
"A gente finge que vai tudo bem, que esqueceu, que sabe viver sem. Fingi que as coisas seguem felizes, que já não sente saudade, que já não guarda lembrança. Mas na hora de sair da cama quando o dia nasce, é nele que pensa e é ele que deseja encontrar."
"A gente finge que vai tudo bem, que esqueceu, que sabe viver sem. Fingi que as coisas seguem felizes, que já não sente saudade, que já não guarda lembrança. Mas na hora de sair da cama quando o dia nasce, é nele que pensa e é ele que deseja encontrar."
segunda-feira, 5 de março de 2012
Não direi mais...
Não direi mais " sou fraco ",
Pois meu Deus ensinou-me que "o Senhor é minha fortaleza" e
"o povo que conhece ao seu Deus se tornará forte e ativo".
Salmo 27:1 e Daniel 11:32



