Não se intitule por palavras, use-as como mapa. Navegue. E faça o que você é, ser cada vez mais.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Seja-vos feito segundo a vossa fé.

"...se podes alguma coisa… TUDO é possível ao que crê". [Marcos 9:23]


"...Pois Deus não nos deu um espírito de timidez, mas de FORTALEZA, de AMOR e SABEDORIA". [II Timóteo 1:7]


"Determinando tu algum objetivo, ser-te-á firme em teu negócio, e a luz brilhará em teus caminhos". [Jó 22:28]

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Uma bola é lançada!

Correr e ter a chance de marcar um golaaaço na vida! Mas vacilar com a torcida que te espera em casa?
Ou abrir mão de uma partida que decidirá teu sonho, para proteger quem se ama?

E se eu confiasse em mim, eu estaria mais decidida. E quanto mais dúvidas, mais caminhos... um momento.

Tica-ajuda

Uma mão?

Não. Engano.

E agora? Será!

De novo... Ilusão.

Talvez agora seja?

De novo... Não.

Quero voltar pra casa...

Ei...

Hoje, eu senti que o amor se esconde nos cantos onde a gente
sempre acha tão óbvio que não arrisca em procurar...

 Era uma jovem, sentada no banco da parada do ônibus, chorando.
Ela parecia precisar de ajuda. Talvez eu não fosse a pessoa certa,
mas era a única que restava por perto.
Não resisti em perguntar, não pela curiosidade, e sim, pela ânsia
de saber se eu poderia fazer algo para ajudá-la:
- Ei... Você está se sentindo mal?
Sem levantar o rosto, com a voz tímida, ela respondeu:
- Eu só queria conseguir dizer 'Ei! Eu gosto de você!',
pena que eu não consigo dizer... Todo dia ele sorri pra
mim e vai embora... Eu o deixo ir! E fico com esse grito
aqui dentro! Meeerda!"
Sorri sem saber a expressão correta a se fazer e o que dizer.
- Que coisa não... Eu não posso te ajudar diretamente, mas ...
[...]
Lá fui eu fingir-me de doutora em relacionamentos e
tentar amenizar aquela 'dor'.
Mas acho que também acordei uma 'dor' em mim...




"[...] Porque o mais surpreendente é que, mesmo depois de saber de tudo, o mistério contina intacto. Embora eu saiba que de uma planta brota uma flor, continuo surpreendida com os caminhos secretos da natureza. E se continuo até hoje com pudor não é porque ache vergonhoso, é por pudor apenas feminino, por uma leve infantilidade e por... uma grave insegurança”.

domingo, 6 de novembro de 2011

Bom dia sexta-feira!

4 horas e 30 minutos. "Levanta ou vai se atrasar!".
- Estou cansada...
"Pense em quantos meninos você vai deixar esperando pra jogar futebol!".
- ok! Bom dia sexta-feeeira! :)

7 h 10 min.
- Chegou cedo hein professora!! Caiu da cama?
- Olha o respeeeito rapá! :p
Vamos nos alongar logo para aproveitar que o sol está bonzinho hoje!

E todas as sextas aquele menino de 12 anos vinha usando seu boné, mas ao começar
os treinos de Beach soccer, corria em minha direção e pedia para eu ficar com seu boné...
Eu aproveitava para colocar na minha cabeça pois uma manhã inteira me esperava por alí.
Isso se repetia todas as sextas... Lá vinha o garoto pedindo pra eu ficar com o boné...

Mas na última sexta foi diferente. Eu peguei o boné do meu coordenador emprestado e fui dar aula usando-o. Quando vi o garoto, já me programava pra dizer que não teria onde guardar o boné dele. Mas ele nem sequer o tirou. Usou durante o treino inteiro!
- Igor, porque você sempre retira o boné quando o treino começa e hoje resolveu ficar com ele?
- Porque eu só tirava para a senhora não levar muito sol na cabeça...

4 horas e 30 minutos. "Levanta ou vai se atrasar!"
- Estou cansada...
"Pense em quantos você vai deixar esperando pra jogar futebol!".
- ok! Bom dia sexta-feeeira! :)

Seramor

   Seramor era uma menina rica, de pele clara, cabelos e olhos de cor castanho claro, magrinha, pequenina e sorridente. Ela adorava estar com sua familia, mas vivia no quintal brincando de cientista. Não gostava de assistir televisão por causa das violências que passavam e das mortes que eram anuciadas. E não gostava da cor de sua pele... Vivia dizendo a todo mundo que queria ser da cor de chocolate escuro! Sonhava todas as noites antes de dormir que um dia ela iria ser bem inteligente para salvar vidas e que um dia ela acordaria e sua pele mudaria para um 'escurinho de chocolate'.
Todas as manhãs, Seramor corria para o espelho do banheiro procurando ver sua cor... E escondia o sorriso quando via que continuava branquinha. Mas isso não a desanimava! Sua mãe a arrumava bem bonita e cheirosa para ir a escola. Ela adorava aquele lugar. Não entendia o porquê de tantas crianças não gostarem... Lá ela fazia amigos, brincava e aprendia coisas o dia todo! Ruim era ter que assistir aquelas 'sujeiras' na tv. Sua mãe sorria ao ver as atitudes da filha.
    Seramor gostava de praticar esportes. Adorava a praia, o sol e as ondas! Seu final de semana era sempre lá! Surfava como gente grande e era a melhor 'fazedora' de castelos de areia eleita pela familia. Vivia conversando com o sol pra que a bronzeasse beeeem muito... O dia acabava e ela não se cansava de brincar e inventar histórias mirabolantes dentro do mar...
      Anos se passaram. Seramor continuava com a pele da mesma cor... Formou-se em medicina, mas descobriu que não realizaria seu sonho dentro do hospital. Era na praia, na natureza, no meio do mar que se sentia bem, que conseguia se sentir completa! Mas não entendia como realizaria seu sonho de usar sua inteligência para salvar muitas vidas... Resolveu mudar-se para uma cidade litoranea. Lá, encontrou uma comunidade muito carente. Sua primeira reação foi o medo, depois o choro! Tudo aquilo nunca tinha feito parte de sua realidade. Tudo o que tinha na tv que ela mais fugia estava ali, acontecendo na sua frente... Mortes por brigas, por doenças, por roubos... Familias inteiras sendo assassinadas, morrendo de fome ou por doenças... Era alí. Alí que ela precisava atuar.
    Não demorou muito para ela montar seu consultório médico em frente a praia. Não foi fácil. A garotinha vinha de uma familia rica, mas como ninguém alí a conhecia, divulgou que seus atendimentos era por um projeto social iniciado com atendimentos apenas com crianças e futuras mamães. Buscou apoio financeiro de orgãos públicos e da própria governadoria. Procurou dentro da própria comunidade jovens que se interessassem em trabalhar auxiliando-a ou que tivessem conhecimentos técnicos em enfermagem. Para sua surpresa, três jovens apareceram interessados e com curso técnico, o que a deixou muito feliz. E mais dois jovens da própria comunidade formados em medicina foram contratados. O que trouxe mais esperança aquele lugar! Muitos casos de desnutrição e doenças infectocontagiosas apareciam. Mas os resultados positivos já surtiam efeito.
  Seramor iniciou também um grupo de jovens com objetivo de conhecer a comunidade, discutir sobre a realidade que enfrentavam e trazer momentos felizes a cada um. Não foi fácil mais uma vez. Entrar na casa daquelas pessoas, conseguir a confiança delas... Mas ela não desistiu. E não se conteve ao descobrir que eles buscavam um professor de surf, mas relatavam que por causa das ondas de crime, era muito dificil alguém se voluntariar... E a partir desses dias, nos finais de semana, era com Seramor e o mar que algumas daquelas crianças e adolescentes encontravam suas alegrias. E após anos, os próprios adolescentes ensinavam uns aos outros e se divertiam.
      Com 12 anos de experiência, todos da comunidade já conheciam a verdadeira história da Seramor. Apesar de ser um ambiente cheios de crimes e grupos perigosos, todos respeitavam o "projeto social" e se encantavam com a mudança de vida de muitos jovens que acreditaram em si, estudaram e hoje faziam parte do projeto ajudando a comunidade e podendo sustentar suas familias. Em meio a essas transformações, Solesseu apareceu. Um moreno da cor de chocolate escuro por quem Seramor se apaixonou. Ele se tornou parte dela, a parte que faltava em sua vida.

"DEUS é por nós, abriu o mar para passar os valentes... Entre na arena e não trema.
Apagar mas não bater, significa perseverança, não desistir do objetivo.
Significa ganhar de forma honesta, vencer as fraquezas, superar seus limites,
não buscar atalhos... Mas percorrer inteiro o árduo caminho até a glória.
Não desista nunca, não se deixe destruir. Não se entregue ao sistema como fazem por aí..."
"Eu sou a semente que não secou no Sol. Sou a semente que o pássaro não devorou. Sou a semente que o espinho não sufocou. Eu sou a árvore de bons frutos e foi Deus quem me plantou...
Os guerreiros do futuro... Sei que são muitos. Sei que tão em várias missões
se multiplicam diariamente e já passam de milhões. Estão em vários bairros, quebradas, estados e é sempre um prazer poder revisitá-los. Uns tão brotando, outros já tão produzindo.
Alguns estão cansados, suas folhas tão caindo. Tem problema não, deixa aqui com nós, chefão, peço apenas que abençoe toda essa nova geração onde eu vou cantando amor, onde chego levando paz. É por isso que tenho o carinho dos filhos e tenho também o respeito dos pais. Minhas letras são plantas medicinais". [Pregador Luo]

sábado, 22 de outubro de 2011

Deveria ser mais fácil me aproximar

Admito. Às vezes canto, durmo ou me afasto... Tentando me importar menos, me exportar mais. Priorizar minha escolhas que oras são duvidosas, mas sempre dependentes de mim para se tornarem as certas. Às vezes me calo, congelo, assisto quando o que eu mais queria era falar, agir, fazer acontecer... Se eu não tomar cuidado, posso parecer dramática ou pior, posso ficar triste. (Daquelas tristezas de rogar por um botão de desligue para o coração, sem drama). Outras vezes, falo sem parar, grito, abraço, desembaraço... Apenas sendo de mim.

Não sou egoísta ou insensível, apenas dificulto as coisas. O fato é: o que me marca não me some. Ao contrário, muitas vezes, inconscientemente torna-se dominante. Não é pelo que perdi, pelo que passei... Nunca faço questão de ter ou prender. É pelo que não tentei viver. É porque não consigo aceitar que mesmo acertando sempre, podemos estar errando.

Sou amor, daqueles inesquecíveis e de memória incomparável. Sou pecado, daqueles de me derrubar, de estar entregue a dor. Gosto de chocolate branco... inteiro ou quebrado, doce. E de cristal... transparente e, ao mesmo tempo, impenetrável.

 








 
Aprendendo a me doar pela metade, a confiar pela metade, a sentir pela metade, quem sabe assim, quebro só metade da cara e ainda fico com meio coração intacto.

(Karoline Rodrigues - Blog "Que seja doce").

sábado, 24 de setembro de 2011

Por que será que gosto tanto de futebol?


   Tive tantas e diferentes vivências em minha infância... Eu poderia ter buscado tantos caminhos!
   Pude experienciar muitas brincadeiras desde “casinha” até “balanceio com pneu de carro”. E como é bom brincar! Eu morava longe da cidade, num espaço como se fosse um sitio e não tinha crianças morando próximas a minha casa. Apenas uma fábrica de mel e a casa dos meus primos. Então, eu acordava já me programando para as mais diversas viagens imaginativas onde eu podia ser o que eu quisesse. Um dia eu era médica e cuidava de todo mundo que aparecesse no meu caminho, ou professora e ensinava aos cantos e recantos qualquer que fosse a matéria importante do dia (talvez como subir em árvores e roubar caju ou de onde vinham certas coisas que eu mesma tinha a curiosidade e assim criava respostas mirabolantes). Depois, eu já era cantora e fazia shows para os ursinhos de pelúcia ou apresentadora de programa e dava as noticias de como estava o mundo em lugares que eu nem sabia se realmente existiam, mas o mundo sempre estava belo... Outros dias, eu invadia "as mais perigosas florestas do mundo" em busca de tesouros escondidos! (que eu escondia). Lutava contra "monstros e animais selvagens"! (destruindo os ursinhos de pelúcia da minha irmã). Era Power ranger rósea, zorro, uma das meninas super poderosas, pintora famosa, estilista de grandes grifes, policial em meio à periculosidade das cidades, ninja, capoeirista, escritora, apicultora, massagista, psicóloga, lutadora de boxe, jogadora de vôlei, espiã da cia, cientista, motorista de ônibus, ciclista, protetora dos animais e muuuitas outras personagens. Atuava até como doente em estado de emergência, quando minha mãe insistia em querer me levar para fazer compras ou visitar as amigas dela. Mas o que eu mais gostava de imaginar era aquele estádio lotado, muita gente assistindo, um friozinho na barriga, e eu entrando para uma partida de futebol! Como era mágico! Eu esquecia que era apenas um quintal, que eu estava só... e me entregava ao momento de iniciar a partida. De repente, os troncos das árvores eram duas traves a minha espera, eu driblava cocos, pedras maiores, cabos de vassoura, cadeiras velhas e tudo mais que era guardado ali. Meu cachorro latia doido pra jogar também, mas ele estragaria a bola como já tinha feito nas minhas primeiras tentativas... Eu passaria o dia inteiro ali se possível, só jogando, elaborando jogadas e fantasiando gols inéditos! Pararia para os comerciais ao tomar um copo de água ou ir ao banheiro. Mas quase sempre minha mãe “apitava” para o centro do campo avisando que estava na hora de ir a escola.
  Prontas, lá estávamos eu e minha mãe esperando na Avenida “o alto da estrela” pelo alternativo que nos levasse até a cidade (Tempos bons onde a passagem custava apenas 50 centavos e criança ia de graça). E assim, a tarde começava com lições em aula e muitas outras brincadeiras com a turma. No intervalo, brincávamos de pega-pega, esconde-esconde, menino pegar menina, pega-cola, dono da rua ou qualquer outra brincadeira que nos levasse a correr e cair muito. Mas ao final, algumas meninas sempre saiam para brincar de boneca e eu ia jogar futebol de tampinha ou de garrafa com os meninos no pátil. Quando liberados da aula, como minha mãe sempre demorava pra me buscar, eu ficava na casa da diretora que ficava vizinha a escola. Ela tinha uma biblioteca gigaaante e um netinho chamado Júnior (nunca mais o vi, não lembro mais do seu rosto, mas era magro e branquinho. Perdia pra mim na quebra de braço), com quem eu adorava jogar totó ou ler e contar histórias.
  À noite, já em casa, eu fugia dos banhos. Mas quando já me dava por vencida, levava para o banheiro os meus bonequinhos pequenos dentro de um balde e passava muito tempo por lá. Depois, já limpinha, com as pontas do dedo enrugadas e congelando, eu continuava a brincar. Eram bonecos que eu ganhava no kinderovo, nos ovos de páscoa ou naqueles saquinhos de pipoca e bala. Eu montava uma cidade inteira, com camas feitas de caixa de fósforo, guarda-roupas de caixa de pasta de dente, ônibus com as panelas da minha mãe, e é claro... campinhos de futebol com traves do joguinho de “futebol de botão” dos meus primos e bolinhas de gude. Não importa qual história eu imaginasse... Sempre tinha um mocinho e uma mocinha que terminavam juntos. Ora ele salvando ela e sendo um grande jogador, ora ela jogando muito e conquistando a admiração dele. Meus pais não entendiam nada, bolavam de rir, diziam que eu parecia uma doida brincando sozinha...
   O final de semana chegava. A casa de algumas amigas virava meu destino. Ia brincar de casinha e jogar vôlei, dominó, banco imobiliário, cantar no karaokê ou outras brincadeiras que todas quisessem. Depois, seguia para a casa dos meus primos jogar vídeo game e no finalzinho da tarde... Muuuito futebol! Eles já eram grandinhos e eu acabava saindo muitas vezes com o dedão do pé inchado, ou a perna machucada e aquelas velhas manchinhas roxas. Sem contar que minha mãe só faltava morrer do coração quando olhava a cor dos meus pés entrando de mansinho em casa pra correr pro banheiro...
  Quando nos mudamos... Crianças na rua *---* Eu tinha amigos a hora que eu quisesse! Formávamos um grande grupo. Depois da escola, almoçava bem depressa para começar a brincar de casinha. Eu gostava de ser a “narradora”. Fantasiava um cenário e os acontecimentos clímax. Não gostava de ter “filhos”, pois as bonecas precisavam de cuidados delicados e eu queria era ação com maiores emoções. Depois do jantar, éramos os donos da rua. Minha prima pequena vigiava se meu pai estava vindo, enquanto eu me juntava aos meninos para uma partida de futebol. Sandálias a posto de traves, bola de leite ao chão, as outras meninas sentadas na calçada com as bonecas no colo para torcer por mim e assim, tudo começava!
   Dia de futebol na tv... Chorava ou vibrava muito vendo o Flamengo jogando, sem entender o que realmente tudo aquilo representava para o campo financeiro e social. Eu apenas me imaginava lá e como devia ser indescritível viver aqueles momentos, como seria excitante conquistar um título ou terrivelmente doloroso perder depois de tantos jogos conquistados e com tanta gente esperando o melhor de nós... Eu pedia ao Papai do céu que vencesse o melhor, pois sabia que em todo time tinha filhos Dele. Mas quando passava um adversário xingando, “olha aí Papai... Ele ta xingando. Merece mesmo?”. Meu pai era meu companheiro de emoções da telinha e as vezes aparecia no quintal pra me ensinar uma ou outra jogada. Eu não sabia que estava sonhando naqueles momentos. Mas sonhava alto, tão alto que a cada gol do Mengão, minha garganta explodia e eu ia a loucura correndo em volta da casa e gritando pra todo mundo “é campeãoooo!!!”. Viver pessoalmente momentos como aqueles era o que eu esperava, inconscientemente, todos os dias.

Esse tempo por aqui

“Quando comecei a escrever, que desejava eu atingir? Queria escrever alguma coisa que fosse tranqüila e sem modas, alguma coisa como a lembrança de um alto monumento que parece mais alto porque é lembrança. Mas queria, de passagem, ter realmente tocado no monumento. Sinceramente não sei o que simbolizava para mim a palavra monumento. E terminei escrevendo coisas inteiramente diferentes.”
  “Não sei mais escrever, perdi o jeito. Mas já vi muita coisa no mundo. Uma delas, e não das menos dolorosas, é ter visto bocas se abrirem para dizer ou talvez apenas balbuciar, e simplesmente não conseguirem. Então eu quereria às vezes dizer o que elas não puderam falar. Não sei mais escrever, porém o fato literário tornou-se aos poucos tão desimportante para mim que não saber escrever talvez seja exatamente o que me salvará da literatura.

   "Sou uma pessoa que tem um coração que por vezes percebe, sou uma pessoa que pretendeu pôr em palavras um mundo ininteligível e um mundo impalpável. Sobretudo uma pessoa cujo coração bate de alegria levíssima quando consegue em uma frase dizer alguma coisa sobre a vida humana ou animal.”
  O que é que se tornou importante para mim? No entanto, o que quer que seja, é através da literatura que poderá talvez se manifestar.”
  “Até hoje eu por assim dizer não sabia que se pode não escrever. Gradualmente, gradualmente até que de repente a descoberta tímida: quem sabe, também eu já poderia não escrever. Como é infinitamente mais ambicioso. É quase inalcançável”. (Clarice Lispector).
-
  Assim eu escrevo. Eu escrevo simplesmente por não saber ficar sem escrever,
por me surpreender ao tropessar nos acontecimentos e derrubá-los aqui como se fosse uma caixinha de 'achados e perdidos', como se alguém pudesse achar algum significado para tudo isso junto e abandonado aqui.
Bom proveito.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Qual é o seu melhor?

E é assim.

E foi assim...
Os livros caindo dos meus braços,
o estresse subindo ao ver o ônibus dando partida,
uma pausa para tentar controlar toda aquela sensação de raiva e frustação.
Mas antes que eu pudesse planejar minhas próximas ações, lá estava ele apanhando meus livros e sorrindo descompromissadamente para mim. Eu fraquejei ao tentar falar algo.
- Vaamos. Eu também vou ter que esperar o próximo circular. Pelo que vejo vai chegar atrasada né? – ele continuava sorrindo, como se aquela situação já fosse comum para ele.
- Éee. – Não sei o motivo. Mas fiquei tão embaraçada com tudo aquilo que fugia de olhar diretamente para ele. Então, recolhi meus livros gentilmente das mãos dele, agradeci com um gesto mudo e um sorriso leve e me sentei na calçada. Ele pareceu não saber o que fazer. Andou um pouco para frente, mas titubeou e voltou para próximo de mim. O que me deixou estranhamente feliz.
- Eu não quero te incomodar, mas acho que o seu relógio está quase caindo...
E eu achando que ele queria conversar, me conhecer... Só estava mais uma vez sendo educado e me ajudando. Que vergonha! E acabei pensando alto:
- Vaaaleu! Ainda bem que tem pessoas gentis ainda no mundo. O que será que vou perder quando você sair de perto de mim?
Quando percebi o duplo sentido que aquela frase poderia ter, desviei meu olhar como se não esperasse mais a resposta.
- Bem... Se você quiser, posso continuar perto... Ao menos até você se sentir segura.
E é assim...


Amor existe e tem várias formas de se amar: Amizade verdadeira é tão rara como conseguir chegar na hora certa para pegar o ônibus ou se atrasar no dia certo.

sábado, 17 de setembro de 2011

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Assim como as árvores

Antes de chegar ao CB, encontrei uma árvore muuuito grande.
Era gigante... Fiquei analisando em torno dela.
Pus-me a procurar encontrar suas "costas"...
É porque me lembrei de um texto que li ontem na internet que
Questionava sobre a existência das "costas" das árvores...
(Não lembro em qual foi o site).
Mas sabe o que aprendi?
Há árvores de vários tipos, portes, formas...
Mas todas as árvores nunca ficam de costas! O.o
Pode procurar!
As árvores estão sempre de frente pra gente.
Aí, eu resolvi fazer uma daquelas minhas viagens =]
Não tava com pressa de assistir aula de Anatomia...
Comparei-as... Vi que assim também são meus poucos amigos
verdadeiros. Eles sabem ser tronco forte e boa sombra quando
preciso, e sabem que em mim, podem confiar para cuidar de
suas folhas secas e maus frutos...
Sabe, acho que são os chineses que dizem que uma árvore
plantada com amor nenhum vento consegue derrubar.
Uma verdadeira amizade também é assim, né?
Aí, eu penso desde o começo... Desde quando jogamos as sementes,
regamos e quando cultivamos... Cativamos!
Quem planta árvores, amiga(o)... Cria raízes!
E um bom jardineiro sempre percebe as sutis mudanças de cores e
de estações, afasta as pragas, vibra com o crescimento de bons
frutos, apanha as folhas caídas... Aceita a plantinha assim como ela é.
Nossos amigos também se mostram assim, né?
Todos mudam, mas os verdadeiros... Ah! Os amigos verdadeiros...
Eles apenas renovam a amizade eterna.
A gente cuida e recebe alegria e acolhimento...
A gente descuida e depois encontra as folhas jogadas...
Somos todos verdes, de alma clorofila e tronco móvel.
Amigos verdadeiros mantêm adubo (presença, da forma que for).
As Sombras que doamos e recebemos varia com os dias, e com
as noites também... Que transformam e reformam nossos caminhos.
Mas quando precisamos de luz, os amigos verdadeiros,
assim como as árvores, sabem bem fazer fotossíntese ;]
E como diz um anônimo por ai:
"As árvores são sinônimo de eternidade,
Uma verdadeira amizade também;
É para sempre!"
São os nossos pulmões.
Estou certa de que a verdadeira amizade deve ser cultivada e cuidada como algo de real valor em nossa vida, algo que não nos pode ser tirado, e que levaremos conosco eternamente.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

"This little one tries as hard as she can
The only thing is for she can fit in
She wants a friend so bad
She'll do whatever they tell her
To make them smile she would misbehave
But all the while they were laugh in her face
She begins to cry because she thought that they liked her

Event though you feel alone
It can't rain everyday
It don't rain forever
The sunshine may be gone , but I know
It can't rain everyday
It don't rain forever ..."
 

domingo, 28 de agosto de 2011

Inspire-se no que faz

Um mundo novo é possível.
As escolhas orientam o rumo que damos em nossas vidas.
Minha realidade aponta um desafio:
Preencher algo aqui dentro.
Não foi por causa da chuva que caiu enquanto eu dava aula no campo de areia;
Não foi porque cheguei atrasada e fiquei sem almoço;
Não foi porque a bola branca que peguei emprestada com outra professora furou;
Não foi porque o dinheiro no cartão do ônibus acabou e tive que pagar passagem inteira;
Não foi porque a chuva continuou até eu chegar em casa e logo ao entrar, ela parou...
O problema é que eu gosto de você.

"Todos estes que aí estão

Atravancando o meu caminho,

Eles passarão.
Eu passarinho"... [Mario Quintana]

Agora não importa mais

"Talvez não seja orgulho. Mas era pra ser só um jogo.
Eu me enganei com a minha certeza daquilo que nunca estive certa.
Talvez tenha outro nome. Nem pareça. Nem percebas. Mas existe.
Apenas torço para que passe (e logo).
-
No inicio dessa desordem, tomei a culpa toda para mim.
Fui eu... Quem encarou seus olhos de desejo;
Quem brincou de provocar;
Quem se deixou levar pelo teus sorrisos;
Quem ousou te admirar;
Quem se derreteu com teus elogios;
Quem duvidou dos teus poderes;
Quem esqueceu dos teus perigos;
Quem em ti não deixou de pensar.
E, caramba! Eu pensava, pensava e só sorria e gostava.
Não percebi o que deixei acontecer. [!]
Nós sabiamos que nada disso podia existir.
Pra quem tem alguém é mais fácil não pensar.
Para quem não tem o castigo é não parar o pensar,
Não passar do pensar.
E eu passei a sofrer.
Mas vi que a culpa é sua. Eu não fui a primeira.
Ainda bem que dessa minha derrota, você nunca vai saber."

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

“Todo mundo usa, recusa imitações”

Ele não curte mais andar descalço como antes. Mas mesmo nos anatômicos, sem imitações, com novas tecnologias e tudo mais, os novos chinelos não duram muito tempo e continuam complicados para se adaptar aos seus pés. Mas é o caminho mais fácil e ele se arrisca.
Ela não consegue reconhecer que é mais saudável usar calçados, se considera um "pé frio"e seu costume de andar descalça causa desagrado ao pensar em seus pés presos e modelados.
Ele não cansa de arriscar. Odeia pisar naquelas velhas pedrinhas pequenas enquanto tenta desviar das grandes. Um dia já teve um chinelo que coube direitinho. Por isso insiste que pode encontrar outros tão bons quanto aquele ou ainda melhores.

Ela sofreu um tropeço com seu chinelinho favorito e assim aumentaram seus argumentos de que andar descalço é mais seguro, apesar de sentir falta de um certo conforto.
Ele caminha descalçamente decidido a se calçar, mesmo que mude várias vezes de calçado. O importante é evitar as pedras pequenas.

Ela caminha com um pé na frente e outro atrás. ‘Sabe quando cresce uma camada bem rígida em baixo do pé que nem prego fura? Mas por cima, o frio as vezes a faz procurar algum abrigo...’

Mas e quando chove?

Ele fica numa dúvida tão grande. Acha que tem muitas opções, mas na verdade, a dificuldade é que nenhuma delas ainda parece servir. Ele procura novas. Consegue fugir um pouco de tantas águas, mas achar calçado bom, bonito e barato que seja duradouro é difícil.

Ela adora banho de chuva! E podendo pular com os pés livres nas poças e correr na lama, a deixa com a sensação de liberdade incrível! Mas no final das gotas, olhar pra si, sozinha e sem proteção, a assusta. Talvez um chinelo tirado dos pés e colocado nas mãos garantiria um divertimento maior, seria como se ele estivesse ali, mais por companhia do que por cuidado. Caminhar sozinha é tão complicado.

E quando o chão está “pelando”? Quente que doe até no fio de cabelo?

Ele insiste que não pode mais andar descalço, mas não para de andar. Evita olhar pra trás. Já pensou se aquele chinelo velho está com solado gasto e ele escorrega e ainda leva um tombo daqueles... Prefere o caminho que parece mais fácil pra fugir do sol e encontrar calçados novinhos.

Ela toma o calor como castigo por muitas vezes deixar seu orgulho vencer. Não consegue se arriscar, pois só de pensar que terá vários calos e desconfortos até tentar se adequar ao novo calçado, fica frustrada. “Como eles conseguem?” Ela sabe que não quer ficar descalça pra sempre. Mas por enquanto tenta sobreviver com o seu solo.
“Pessoas que preferem manter-se descalças acreditam que andar assim é mais saudável do que usar qualquer tipo de calçado. Eles usam o argumento “natural” para explicar como os humanos nunca foram feitos para usarem sapatos e eles gostam do que chamam de: andar como a natureza manda. ‘Não medem o grau de infecções generalizadas e localizadas que podem ter’.

Pesquisadores descobriram que para usar chinelos precisa ter cuidado com suas escolhas. Há calçados que consertam o jeito errado de andar e há outros que trazem apenas desconforto e transtornos. Um chinelo pode mudar a maneira do usuário andar e essa mudança sutil pode levar a severos problemas nas solas dos pés, tornozelos e calcanhares ‘ou trazer o conforto e a tranqüilidade de caminhar que a pessoa sempre esperou’.

Os pesquisadores filmaram 39 voluntários usuários de chinelos e observaram o movimento de juntar os dedos para manter os chinelos presos, enquanto o pé está fora do chão. Este movimento estica a planta do pé, o tecido conectivo que se estende do calcanhar até os dedos, causando inflamação, dor ao longo da sola, calos no calcanhar e pés fatigados em geral. ‘Chinelos não são perfeitos, é preferível voar com precauções e não exigir demais deles, afinal, ser pisado todo dia também não deve ser tão agradável’.

Os pesquisadores também perceberam que os voluntários alteraram seu andar, com passos menores e tornozelos voltados para dentro, possivelmente para evitar que os chinelos caíssem. Isso, os pesquisadores desconfiam, pode causar problemas de longo prazo no quadril e tornozelos.”. ‘E prender demais pode acabar fazendo-os arrebentar-se. Quando um chinelo tora é preciso analisar se vale a pena colocar aquele velho preguinho... Pois mesmo consertado, ele não será mais o mesmo. Uns ficam até melhores, outros desandam a vacilar’.


Estes sintomas foram relatados pelos usuários de chinelos da Universidade de Auburn, nos EUA, onde o estudo foi realizado. [Tirado de NOGUEIRA, Alessandra, hypescience.com, 25.06.2008 e adaptado com vários sentidos por May Maia].


“Depois de tanto caminhar, depois de quase desistir, os mesmos pés cansados...” [Sandy]
"estavam livres da perfeição  que só fazia estragos..." [Nando Reis]
"Pode ser que o encontre numa fila de cinema, numa esquina ou numa mesa de bar... E eu vou tratá-lo bem pra que ele não tenha medo quando começar a conhecer os meus segredos...” [Frejat] 

Será que ela encontra ele?


domingo, 7 de agosto de 2011

Cristão Genérico

 "Ele pensava que já era convertido e já tinha admitido: "aqui na igreja sou o melhor".
Mas na verdade não passava de um metido e achava tudo divertido...
Minha nossa! O que é pior: Cristão genérico era um sujeitinho histérico em busca
de atenção. Ele passa o dia inteiro ajoelhado, mas vivia alienado e esquecia dos irmãos.

Quando o cristão levanta as mãos para o louvor
Tem que ter os pés no chão pra viver o amor!
Tem que ter os pés no chão pra viver o amor! 
Corações ao alto e pés no chão!!
Corações ao alto e pés no chão!!
Corações ao alto e pés no chão!!
Corações ao alto e pés no chão!!

Cristão genérico deixa de ser alienado. Olhe pra cima mas também olhe pros lados!
Pra ver teu irmão, pra ver teu irmão...

Pra ver teu irmao, pra ver teu irmão!!"
(Banda DDD Doidin de Deus.Composição: Diego Fernandes e Jocélio de Castro).

´"Maior é aquele que está em mim do que aquele que está no mundo". 1°João 4:4 



sexta-feira, 22 de julho de 2011

Remédio errado :p

Entra um senhor desesperado na farmácia e grita:
- Rápido, me dê algo para a diarréia! Urgente!

O dono da farmácia, que era novo no negócio, fica muito nervoso e lhe dá o remédio errado: um remédio para nervos. O senhor, com muita pressa, pega o remédio e vai embora.

Horas depois, chega novamente o senhor que estava com diarréia e o farmacêutico lhe diz:
- Mil desculpas senhor. Creio que por engano lhe dei um medicamento para os nervos, ao invés de algum remédio para diarréia. Como o senhor está se sentindo?

O senhor responde:
- Cagado... mas tô tranquilo.

Moral da História:
"Por mais desesperadora que seja a situação, se estiver calmo, as coisas serão vistas de outra maneira".
                                                                                                               (Autor desconhecido).

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Nossa Arte

"Arte pra mim não é produto de mercado. Podem me chamar de romântica.
                                 Arte pra mim é missão, vocação e festa!".

            "O otimista é um tolo. O pessimista, um chato.
                                        Bom mesmo é ser um realista esperançoso". (Ariano Suassuna)

Feliz dia do Amigo :)

"Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta.
Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria.
Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto.
Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.
Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos.
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de
aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça.
Não quero amigos adultos nem chatos.
Quero-os metade infância e outra metade velhice!
Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto;
e velhos, para que nunca tenham pressa. " (Oscar Wilde)

"Mesmo que as pessoas mudem e suas vidas se reorganizem,
os amigos devem ser amigos para sempre!
Mesmo que não tenham nada em comum,
somente compartilhar as mesmas recordações.
Pois boas lembranças, são marcantes,e o que é marcante nunca se esquece!
Uma grande amizade mesmo com o passar do tempo é cultivada assim!" (Vinicius de Moraes)

FELIZ DIA DO AMIGO AS MINHAS ETERNAS E VERDADEIRAS AMIZADES!
AMO DE UMA MANEIRA ESPECIAL E ÚNICA CADA UM DE VOCÊS!

terça-feira, 19 de julho de 2011

"Era uma vez
um coração apaixonado
que cansou
de não ter ninguém ao lado
E se trancou
num castelo encantado
esperando alguém te salvar
...
Quanto amor pode ter em um conto de fadas?"
(Cluster)
[... ?]
Serei livre quando meus atos não forem promessas... Quando minhas mãos tocarem o que quero e meus sonhos alcançarem o céu, quando minhas atitudes revelarem muitos sorrisos e meus abraços percorrerem distâncias que meus pés não alcançam [...]

Lilo


"Já recebi grandes presentes de Deus. Amizades as quais dedico um grande valor diferencial, todas serão sempre preciosas se forem verdadeiras. Algumas podem brilhar mais... E se tornarem estrelas do meu céu". May Maia

Hey! Ela existe!
Seu nome significa que ela veio de "uma linhagem nobre, graciosa e elegante". Brinque!
É ela que agüenta meus abusos! "Que bom ter amigos de verdade".
Diz que sou chata, mas insiste em ter minha presença.
Diz que sou doida, mas encara todas as aventuras que proponho.
Diz que sou tagarela, mas nunca fecha os ouvidos pra mim.
Ela me ouve, me ajuda, me faz rir, e me oferece seus ombros quando preciso chorar.
Quando está chata fica cheia de onda. Quando estou chata, ela ainda diz que me ama.
E eu reclamando de amizades que perdi... Perdoe-me se pareci infame.
E obrigada por me aceitar, mesmo eu não sendo muito interessante.
Um anjo preferido que Deus me presenteou. Aquele que nunca pede folga do trabalho.
Que sempre está presente, até quando a distância existe.
Eu só queria agradecê-la pelas nossas brigas que dizem quase tudo,
Por seu olhar que quando preciso me reprova mudo,
Pela exagerada sinceridade do seu sentimento,
Pelas broncas carinhosas que eu agüento.
Por dividir dores e ser feliz quando me vê contente...
Por se preocupar e cuidar de mim quando estou doente.
Por acreditar em mim, quando nem eu mesmo acredito,
Por você existir e persistir em está comigo...
E é por essas e outras que quero sempre estar com você.
Amigos de verdade são aqueles que agem movidos pelo sentimento.
Que suas ações são feitas com amor e sem precisar de entendimento.
Cada amigo é único completando o meu todo.
"Quando ela se atrasa, eu me desespero e ligo. Quando ela fica triste, eu também fico..."
^^ É com muita felicidade que posso dizer: “Amo você”.

domingo, 17 de julho de 2011

A garotinha


“Somos quem podemos ser. Sonhos que podemos ter”. (Engenheiros do Hawai).

...E um dia uma jovem garotinha sai a passear e quando acorda da brincadeira de roda já tem emprego, está na faculdade e tem muita coisa para estudar. Muitas coisas novas, muito conhecimento, derrotas, conquistas, sentimentos novos, alguns hormônios acelerados... Mas mesmo assim ela quer continuar a ser criança. Não busca a independência, apenas a vida boa que tinha. Mas agora ela nem consegue lembrar como era. Até seus hobbis mudaram.


A garotinha começa a suspeitar que pode está enganada. Que apesar dos compromissos, quer mostrar atitude, quer ser feliz em qualquer idade e fase de vida que passe. Descobre que seus atos agora têm peso e que aquela lei de que cada ação tem reação não era tão difícil de entender agora. Ela começa a perceber que não é mais tão inocente e que isso significa que não existirão mais seus pecados que cometia sem perceber na Infância. Ela agora terá que arcar com as conseqüências.
Depois de tudo isso chega a noite e o sono também.
Pela manhã a mais nova adulta já com espinhas vê que não tem mais seus pais para empregar ordens em sua vida, agora tem o governo no lugar deles. Então no inicio da tarde ela repara que em cada pessoa, mesmo de culturas diferentes, existe um pouco dessa garotinha que ela era antes. Vê que apesar de todos terem problemas só alcançam seus sonhos aqueles que acreditam em si mesmos e vão a luta. Eles não são os melhores, mas os que têm coragem de tentar. São os que têm idades sem limites, medos e desejos sempre a mais... Mas também têm a vontade de serem felizes igual a de uma criança.

Falta de sono e do que fazer

Texto do antigo blog, mas está aqui por uma grande amiga pequena ter se identificado também.


Por que sou tão pequena?
Vou servir para alguma missão de Deus?
Faltou tinta na caneta quando Deus me desenhou?
Ou é tudo culpa da genética?
Não sei... Mas se é para eu ser assim, só espero que as pessoas me respeitem mais e vou procurar os lados bons disso.
Afinal, tem que ter, né?
Ou não? O.o
Ah! Deixa pra lá...
Eu quero é ser feliz! Vou mudar de assunto. Quem sabe uma piada...




"A mulher ia andando pela rua e encontrou uma linda menina.
- Qual o seu nome? - perguntou ela.
- Meu nome é Margarida!
- Que li
ndo nome!

- Mamãe me deu esse nome porque, quando eu nasci, caiu uma margarida no meu berço!

- Ohhhh! - disse a mulher, emocionada.
A mulher continua a andar e vê outra linda garota:
- Qual o seu nome? - repete ela.
- Meu nome é Rosinha... Porque, quando eu era um bebezinho, caiu uma rosa no meu berço!
A mulher ficou encantada. E logo viu um menino:
- Qual o seu nome?
O garoto, todo torto, respondeu:
- Armário." :D

Um Livro fechado

(-2008-)
Ontem foi um dia de data perdida, mas com recordações eternas.
Sei bem o que senti.
Confiança era algo trabalhado em minha vida de maneira inocentemente excessiva.
Quis compartilhar...Confiei. Me abri!
Deixei entrarem, contei detalhes de mim e pensei por um pequeno período de convivência que éramos amigos.
Mas como de uma forma egoísta, resolveram me substituir.
Tais tolos causaram-me uma dor de querer matar o amor.
Já usado, agora sem valor, esquecido no fundo de uma estante.
Podem ter me posto orelhas de burro, mas não sou tal asno.
Ninguém mais me lerá.
Já fui aberto, um pouco lido e escrito, até rabiscado.
Agora sou um livro fechado.

sábado, 16 de julho de 2011

Pensando com cores

"Deitada em meu quarto, abri meus segredos. Mas, como nunca antes, participei de uma guerra entre as cores e o papel que se fez num momento de pensamentos incolores e no ar.
Até que eu pude ver uma ponte que me levou lá onde eu descobri que ia te ver. E foi com um pincel que fiz uma viagem voltando entre os dias que você apareceu. Algumas linhas e cores foram surgindo entre momentos onde muita coisa era rara dentro de mim. E você se fazendo presente... 'Uma alegria no momento talvez, ou pra vida inteira, quem ousaria dizer!', pensei.
Em gestos como invadir o espaço do outro pra lágrima deixar de cair,mesmo não conhecendo o outro tão bem... Se construiu num leve rabiscar apagando o que lá tinha de lombadas e sinais fechados. Fez-me fazer do papel um caminho, das cores o brilho de cada momento. E antes de cair da ponte, descobrirei porque Deus não nos deu asas e nos deixou a pé. Se não, eu voava pra ai!
Acabou a noite. O brilho das estrelas são todos iguais, menos o sol que vai surgindo... Quantos pores-do-sol assistir 'junto' a nossos sorrisos!
Sabe, acho que não existo de fato.
Vim pelo vento, só 'brisiando'... Porque nunca vi como eu, ser tão assim, gostar de mim 'agora' e me esquecer no resto do tempo. Em abraços me desfaço! Nem sequer me conheço.
Tanta coisa que penso sentir, mas apenas vejo...
Mas, se estou para perto de ti deve ter um motivo maior.
Sua presença... Que seja pra viver tamanha beleza de Deus!
A tão pura amizade! Do sempre... Até a eternidade".

"Seria o mesmo homem?"


Aquele homem na calçada... Lembrava-me alguém.
Quem?
Eu estava voltando do treino de Handbol. Já era quase 17 horas e lá ia eu à parada de ônibus. Atravessei algumas ruas, comprei um biscoito, velha rotina... Sentindo as dores pela baixa da adrenalina... Quando um senhor veio em minha direção. Ele parecia ter uns 60 anos, cabelos grisalhos, pele morena escura, vestindo uma calça jeans azul escura e uma camiseta que não consigo lembrar a cor. Mas seu sorriso, não tenho como esquecer... Era muito belo e cheio de vida!
- A senhorita teria como me ajudar? Sou de Itaú. Estou sem passagem para minha volta. Custa R$ 15,00.
- Quanto o senhor já tem?
- Quer saber mesmo? R$ 10,00.
Logo pela manhã meu pai tinha me dado R$ 10,00 para o almoço. Mas meu dia tinha sido tão corrido que só tive tempo de gastar dinheiro com aquele biscoito. Olhei para o senhor... Se fosse por um motivo que pudesse ser uma quantia menor, mas a necessidade de uma passagem para outra cidade já sendo final do dia me fez entregar R$ 5, 00. E ofereci o biscoito.
Ele recusou educadamente minha “refeição” e pegou o dinheiro. Mas o que me surpreendeu foram suas palavras de despedida:
- Se tivesse algo que eu pudesse fazer para te agradecer...
- Não, tudo bem. o que Deus tem me dado tá bom demais. – respondi meio encabulada.
E ele finalizou falando:
- Fale a sua avó que mandei lembranças. Que ela tem uma ótima neta, dona de um coração lindo! Fale que mesmo nas dificuldades, estou sempre perto dos meus filhos para protegê-los. Que apesar dos que me negam, eu tenho os que me confortam. – E saiu.
Eu comecei a pensar na minha avó...
Dois dias antes.
- Você precisa de alguma coisa, mocinha? – Fui dormir na casa da minha avó.
- Não tia, o que Deus tem me dado tá bom demais. – respondi com a mesma resposta de sempre e um sorriso.
- Então, vá dormir. Amanhã saímos cedo! Boa noite.
- Boa!
Bem, eu não consegui acordar cedo. Fiquei jogando com meu celular até as 3 horas da manhã... Mas minha tia perdoou. Nós tínhamos combinado de ir ao fisioterapeuta com minha avó e de lá seguiríamos às compras. Eu e minha avó voltaríamos para casa antes da minha tia porque já tínhamos combinado com uma amiga da vovó para voltarmos de carona.
Elas foram sem mim.
Após a consulta da minha avó, minha tia foi até o orelhão mais próximo para ligar para mim, falar sobre como ajeitar o almoço... Enquanto isso, minha avó se dirigiu para o ponto de encontro marcado com sua amiga. Eu acordei com o telefone tocando.
Depois do recado dado, minha tia foi para a parada esperar o ônibus e um pouco depois chegou em casa. Mas nada da minha vovó chegar! Almoçamos juntas e aguardamos minha avó. Aguardamos muitas horas...
Às 17 horas minha avó chegou. Suada, cansada e chorando! Falou que a amiga dela não apareceu. E como não tinha um centavo na bolsa e nem celular, não tinha como pedir ajuda a nós.

Ela contou, com lágrimas que não paravam de escorregar de seus olhos, o quanto foi humilhante.
- Às pessoas não param pra te ouvir. Fecham os olhos ou ignoram que você precisa de ajuda! Viram o rosto ou mesmo falta pouco pra passar por cima! Eu estava ali! Mas para elas não parecia...
Meu coração doía tanto! Se eu estivesse ido com ela, nada disso teria acontecido...
- Andei até uma parada. Não me restava outra saída. Pedi ajuda. Na minha idade, com tantas situações vividas, nunca me imaginei a mendigar! E recebi insultos como se fosse um animal! Ganhei centavos. Até que resolvi sentar na calçada e descansar as velhas pernas. Faziam horas! Foi aí que um senhor se aproximou. Ele parecia ter uns 60 anos, cabelos grisalhos, pele morena escura. Tinha um belo sorriso! Perguntou se eu precisava de ajuda. – Ela abriu um sorriso de alivio. – Ai meu Deus! Foi o Senhor que o enviou! Ele abriu a carteira e retirou o que tinha lá. R$ 5,00! Como me senti salva! Até falei que era um pouco demais já que a passagem era apenas R$3,oo.
- Não se preocupe, vou ficar nas casas dos meus filhos esses dias, espero que tudo que já fiz por eles possa merecer uma ‘ajuda’ agora. – gentilmente ele respondeu a minha vovó.
- E assim, consegui voltar! Obrigada Senhor!
- Me desculpa vovó! Me desculpa! Eu sou a pior neta desse mundo! O que eu tava pensando em deixá-la sozinha? – eu não me controlava.
- Ow minha netinha... Nada é sua culpa! Você só tem 12 anos! E além do mais, foi um mal entendido que ocasionou tudo isso... Aposto que minha amiga tem seus motivos e eu aprendi a sempre andar prevenida! Eu já estou melhor. Não se culpe.
- Chorei a noite inteira...

Seria o mesmo homem?