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segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Ei...

Hoje, eu senti que o amor se esconde nos cantos onde a gente
sempre acha tão óbvio que não arrisca em procurar...

 Era uma jovem, sentada no banco da parada do ônibus, chorando.
Ela parecia precisar de ajuda. Talvez eu não fosse a pessoa certa,
mas era a única que restava por perto.
Não resisti em perguntar, não pela curiosidade, e sim, pela ânsia
de saber se eu poderia fazer algo para ajudá-la:
- Ei... Você está se sentindo mal?
Sem levantar o rosto, com a voz tímida, ela respondeu:
- Eu só queria conseguir dizer 'Ei! Eu gosto de você!',
pena que eu não consigo dizer... Todo dia ele sorri pra
mim e vai embora... Eu o deixo ir! E fico com esse grito
aqui dentro! Meeerda!"
Sorri sem saber a expressão correta a se fazer e o que dizer.
- Que coisa não... Eu não posso te ajudar diretamente, mas ...
[...]
Lá fui eu fingir-me de doutora em relacionamentos e
tentar amenizar aquela 'dor'.
Mas acho que também acordei uma 'dor' em mim...




"[...] Porque o mais surpreendente é que, mesmo depois de saber de tudo, o mistério contina intacto. Embora eu saiba que de uma planta brota uma flor, continuo surpreendida com os caminhos secretos da natureza. E se continuo até hoje com pudor não é porque ache vergonhoso, é por pudor apenas feminino, por uma leve infantilidade e por... uma grave insegurança”.

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