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domingo, 17 de julho de 2011

A garotinha


“Somos quem podemos ser. Sonhos que podemos ter”. (Engenheiros do Hawai).

...E um dia uma jovem garotinha sai a passear e quando acorda da brincadeira de roda já tem emprego, está na faculdade e tem muita coisa para estudar. Muitas coisas novas, muito conhecimento, derrotas, conquistas, sentimentos novos, alguns hormônios acelerados... Mas mesmo assim ela quer continuar a ser criança. Não busca a independência, apenas a vida boa que tinha. Mas agora ela nem consegue lembrar como era. Até seus hobbis mudaram.


A garotinha começa a suspeitar que pode está enganada. Que apesar dos compromissos, quer mostrar atitude, quer ser feliz em qualquer idade e fase de vida que passe. Descobre que seus atos agora têm peso e que aquela lei de que cada ação tem reação não era tão difícil de entender agora. Ela começa a perceber que não é mais tão inocente e que isso significa que não existirão mais seus pecados que cometia sem perceber na Infância. Ela agora terá que arcar com as conseqüências.
Depois de tudo isso chega a noite e o sono também.
Pela manhã a mais nova adulta já com espinhas vê que não tem mais seus pais para empregar ordens em sua vida, agora tem o governo no lugar deles. Então no inicio da tarde ela repara que em cada pessoa, mesmo de culturas diferentes, existe um pouco dessa garotinha que ela era antes. Vê que apesar de todos terem problemas só alcançam seus sonhos aqueles que acreditam em si mesmos e vão a luta. Eles não são os melhores, mas os que têm coragem de tentar. São os que têm idades sem limites, medos e desejos sempre a mais... Mas também têm a vontade de serem felizes igual a de uma criança.

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