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sexta-feira, 19 de agosto de 2011

“Todo mundo usa, recusa imitações”

Ele não curte mais andar descalço como antes. Mas mesmo nos anatômicos, sem imitações, com novas tecnologias e tudo mais, os novos chinelos não duram muito tempo e continuam complicados para se adaptar aos seus pés. Mas é o caminho mais fácil e ele se arrisca.
Ela não consegue reconhecer que é mais saudável usar calçados, se considera um "pé frio"e seu costume de andar descalça causa desagrado ao pensar em seus pés presos e modelados.
Ele não cansa de arriscar. Odeia pisar naquelas velhas pedrinhas pequenas enquanto tenta desviar das grandes. Um dia já teve um chinelo que coube direitinho. Por isso insiste que pode encontrar outros tão bons quanto aquele ou ainda melhores.

Ela sofreu um tropeço com seu chinelinho favorito e assim aumentaram seus argumentos de que andar descalço é mais seguro, apesar de sentir falta de um certo conforto.
Ele caminha descalçamente decidido a se calçar, mesmo que mude várias vezes de calçado. O importante é evitar as pedras pequenas.

Ela caminha com um pé na frente e outro atrás. ‘Sabe quando cresce uma camada bem rígida em baixo do pé que nem prego fura? Mas por cima, o frio as vezes a faz procurar algum abrigo...’

Mas e quando chove?

Ele fica numa dúvida tão grande. Acha que tem muitas opções, mas na verdade, a dificuldade é que nenhuma delas ainda parece servir. Ele procura novas. Consegue fugir um pouco de tantas águas, mas achar calçado bom, bonito e barato que seja duradouro é difícil.

Ela adora banho de chuva! E podendo pular com os pés livres nas poças e correr na lama, a deixa com a sensação de liberdade incrível! Mas no final das gotas, olhar pra si, sozinha e sem proteção, a assusta. Talvez um chinelo tirado dos pés e colocado nas mãos garantiria um divertimento maior, seria como se ele estivesse ali, mais por companhia do que por cuidado. Caminhar sozinha é tão complicado.

E quando o chão está “pelando”? Quente que doe até no fio de cabelo?

Ele insiste que não pode mais andar descalço, mas não para de andar. Evita olhar pra trás. Já pensou se aquele chinelo velho está com solado gasto e ele escorrega e ainda leva um tombo daqueles... Prefere o caminho que parece mais fácil pra fugir do sol e encontrar calçados novinhos.

Ela toma o calor como castigo por muitas vezes deixar seu orgulho vencer. Não consegue se arriscar, pois só de pensar que terá vários calos e desconfortos até tentar se adequar ao novo calçado, fica frustrada. “Como eles conseguem?” Ela sabe que não quer ficar descalça pra sempre. Mas por enquanto tenta sobreviver com o seu solo.
“Pessoas que preferem manter-se descalças acreditam que andar assim é mais saudável do que usar qualquer tipo de calçado. Eles usam o argumento “natural” para explicar como os humanos nunca foram feitos para usarem sapatos e eles gostam do que chamam de: andar como a natureza manda. ‘Não medem o grau de infecções generalizadas e localizadas que podem ter’.

Pesquisadores descobriram que para usar chinelos precisa ter cuidado com suas escolhas. Há calçados que consertam o jeito errado de andar e há outros que trazem apenas desconforto e transtornos. Um chinelo pode mudar a maneira do usuário andar e essa mudança sutil pode levar a severos problemas nas solas dos pés, tornozelos e calcanhares ‘ou trazer o conforto e a tranqüilidade de caminhar que a pessoa sempre esperou’.

Os pesquisadores filmaram 39 voluntários usuários de chinelos e observaram o movimento de juntar os dedos para manter os chinelos presos, enquanto o pé está fora do chão. Este movimento estica a planta do pé, o tecido conectivo que se estende do calcanhar até os dedos, causando inflamação, dor ao longo da sola, calos no calcanhar e pés fatigados em geral. ‘Chinelos não são perfeitos, é preferível voar com precauções e não exigir demais deles, afinal, ser pisado todo dia também não deve ser tão agradável’.

Os pesquisadores também perceberam que os voluntários alteraram seu andar, com passos menores e tornozelos voltados para dentro, possivelmente para evitar que os chinelos caíssem. Isso, os pesquisadores desconfiam, pode causar problemas de longo prazo no quadril e tornozelos.”. ‘E prender demais pode acabar fazendo-os arrebentar-se. Quando um chinelo tora é preciso analisar se vale a pena colocar aquele velho preguinho... Pois mesmo consertado, ele não será mais o mesmo. Uns ficam até melhores, outros desandam a vacilar’.


Estes sintomas foram relatados pelos usuários de chinelos da Universidade de Auburn, nos EUA, onde o estudo foi realizado. [Tirado de NOGUEIRA, Alessandra, hypescience.com, 25.06.2008 e adaptado com vários sentidos por May Maia].


“Depois de tanto caminhar, depois de quase desistir, os mesmos pés cansados...” [Sandy]
"estavam livres da perfeição  que só fazia estragos..." [Nando Reis]
"Pode ser que o encontre numa fila de cinema, numa esquina ou numa mesa de bar... E eu vou tratá-lo bem pra que ele não tenha medo quando começar a conhecer os meus segredos...” [Frejat] 

Será que ela encontra ele?


2 comentários:

Nara disse...

Oi Mayara, que texto lindo! Adorei, já estou seguindo teu blog hehehe

beijo no oi

@Nara_Borges

Olha o meu: www.segredosfashin.com

Break para Poetar disse...

Muito bom o texto! :D

Será que um dia encontramos mesmo?!

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