Texto escrito em 2009
Às vezes parece que estou só brincando. E em meio a essa brincadeira tão séria, eu busco bem mais que futebol. Eu busco a união. Pois quando passamos a querer bem mais do que agradar a si mesmo e alcançamos compartilhar de um querer irmão, nós amamos o que fazemos, nós buscamos o melhor, nós enfrentamos o medo, e mesmo sem a certeza da vitória do objetivo inicial, enriquecemos bem mais do que uma pratilheira de medalhas. Enriquecemos o melhor do mundo.
Quer caminho melhor para se alcançar um individuo cada vez melhor em sua cidadania do que deixando-o brincar de amar o que faz? E entre tanta seriedade, eu vou brincar.
O melhor da brincadeira é entrar nela sem saber o resultado final. Assim, a arma mais forte não é construída só de velocidade e habilidades e físico-motoras. Temos que tentar sempre superar nossas expectativas. Por que mais do que fé, precisamos agir para buscar o que queremos. Não falo do ouro e sim da realização de poder fechar os olhos, ajoelhar para agradecer e sentir que realmente fomos capazes de alcançarmos o nosso melhor. Eu não sou louca por vitórias, troféus e títulos. Eu só busco fazer o meu melhor em tudo que amo. Eu só quero poder sentir a sensação do quanto posso ir mais além com esses dons que Deus me deu.
Não quero ter a garantia de que as pessoas entnedem esse amor. E sim, que o meu time entenda que é normal sofrer e ter medo, e mais normal é desistir. Por isso, temos que ultrapassar a barreira da normalidade humana. Devemos ser cada vez mais um bando de anormais. :p
Admito que diante de muitas situações difíceis da minha vida que passei "sozinha", muitas delas, eu pensei em parar de buscar qualquer coisa. Quando o time das Barrotinhas foi sendo formado e os desafios surgiram, fui aprender aos poucos que o melhor momento para mudar é quando estamos diante das circunstâncias que exigem, não a medalha de ouro, mas o melhor ou o pior que podemos, cada vez mais, sermos.
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