Como é difícil falar de você e tentar explicar além do que já pode se ver.
Reparo na cor, reparo no jeito, sorriso de canto, é como eu te vejo.
Se eu falo de ti, tem um pouco de mim. Se quero um abraço, estais sempre aqui.
Se falo de mim, não esqueço de ti. Minha pequena rosa a perfumar o meu jardim.
Pequena... és minha caçula.
Criadas a distância,
cheias de semelhanças,
unidas numa amizade pura.
Maninha, cheia da razão.
Diferentes nos dons.
Prefere o silêncio da boca,
e a voz do coração.
Pequena... és minha caçula,
Vestida de luz, guerreira de Deus. Carrega no peito segredos só teus.
Divide comigo o que for pra ser também meu?
Prometo ser teu anjo mais velho,
tua guardiã fiel, tua amiga sincera,
tua irmã até lá no céu.
Eu sinto tão fácil os dons que Deus te deu. Respira a música em teu verdadeiro eu. Os instrumentos fazem parte de ti. São suas armaduras, sua identidade, que sobre o encaixe trazem a harmonia da sua vida. Mas você não se contenta, dedica-se as formas, brinca com os desenhos, diverte-se com a bola, conserta os deslizes, edifica e enfeita a vida de obras tuas, tão deles, tão soltas, tão vivas que se completam em ti.
Viva minha mana,
que eu quero acompanhar cada nota sua,
Notas de vida,
de música,
de gestos,
de física,
de futebol,
de abraços e sorrisos,
de irmandade até, se Deus permitir, a eternidade.

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